
Machado de Carlos
Meu espírito estava em ruínas!...
Fez-se noite! Uma triste escuridão!
Uma luz surgiu na imensidão,
Nela dulcíssimo olhar da menina:
— Donde vieste com toda esta neblina
E um madrigal com tanta canção?!
— Eu sou a voz: - meu dócil coração,
Sou o amor!... Um pretérito! Uma sina!
Derramei prantos, e, no meu silêncio
Beijei louco o perfume do lenço,
E vi a nova esperança nos cristais!...
Há mais luz nos dias!... Um rumo certo!
O amor chegou! – um sonho eterno!...
Ah!... Tempestade infinda! Ah!... Nunca mais...
Carlos,
Ribeirão Preto, 16 de janeiro de 2007.
4h24
Um comentário:
Divino! Perfeito! Lindo demais! Me foge palavras ...parabens!Beijos
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