sexta-feira, maio 09, 2014

Sonho de Brisa



Sonho de Brisa

... ela chegou com mil garras de fera;
com o sofisma que me deixou mudo.
Além da realidade, além de tudo
beijei todas as flores das quimeras.

... e os versos se perderam na atmosfera,
transformados em sedas do obscuro,
mas a história teve fim, contudo
ainda pousei na frieza daquela era.

... e as cores flutuaram na ventania,
perdi as nuances do quadro da alquimia
montado num castelo sem igual.

Silente e embasado na razão,
nos átomos inertes da emoção,
morri nos bastidores do cristal.

Machado de Carlos

Enviado por Machado de Carlos em 03/05/2014
Reeditado em 05/05/2014
Código do texto: T4792903 
Classificação de conteúdo: seguro

5 comentários:

Unknown disse...

Uma visão dos dias em que a paixão e o amor cegaram os teus olhos.
Muitos dias reforçámos esse amor mas outros viajámos perdidos nas quimeras das aparências.

Elaine Regina disse...

Uaaaaaaaaaaaaau! Belas metáforas! Nossa...

Coisas da G disse...

Olá, poeta,
Às vezes nos deixamos levar pela força do sentimento, pelo torpor das emoções e cega-se. Fica-se preso num castelo de areia, que desmorona no contraste com a realidade.
Bom jogo de palavras. Belo poema.
Abço amigo
Carmem

Bergilde disse...

Olá poeta,boa tarde e abraço fraterno!
É sempre um prazer viajar pelos teus versos que recitam o amor em suas múltiplas nuances que não precisamos nem podemos entender.

Bergilde disse...

Olá poeta,boa tarde e abraço fraterno!
É sempre um prazer viajar pelos teus versos que recitam o amor em suas múltiplas nuances que não precisamos nem podemos entender.